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DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS DE PALHOÇA, EM 08/06/2015

ACADÊMICO: IGOR DORNELLES SCHOELLER SICILIANI


Boa noite Senhoras e Senhores, chamo-me Igor e agradeço o privilégio de compartilhar com vocês essa noite agradável.

Certamente uma das frases que me servem de combustível nessa intensa caminhada ao qual me dispus a percorrer, diz mais ou menos assim:

“O mais importante de tudo é nunca deixar de se perguntar. A curiosidade tem sua própria razão de existir. ”

Pensamento esse discorrido por ninguém menos que Albert Einstein.

A origem de qualquer realização começa por uma pergunta: um como farei? Será que esse é o melhor modo?

Afinal o que seriam nossas concretizações senão a transposição de barreiras e mais barreiras até um resultado final?

Dessa frase retiro a motivação, e da vida tão severa em seus ensinamentos aprendi que não conseguimos nada sozinhos.

Então, hoje estou aqui para humildemente oferecer meu serviço a Academia de Letras de Palhoça. Nesse sentido, disponho-me principalmente a aprender, com os muitos aqui dispostos, e , ajudar no que for necessário para que juntos possamos atingir um objetivo comum.

Apesar de nascido no Rio Grande do Sul, vivo aqui desde a tenra infância. Fui criado em Palhoça, brincando nas ruas antes pouco movimentadas de nosso município. Num início de modernidade onde ainda tínhamos que ir à biblioteca municipal pesquisar sobre assuntos diversos. Por esse motivo, escolhi como meu patrono, uma das figuras mais emblemáticas da cultura regional. O ilustre SR. Franklin de Cascaes,

Franklin nascido no início do século XX trabalhou desde cedo para garantir o sustento de sua família em engenhos de açúcar e demais culturas. Porém para nossa sorte fora descoberto na adolescência por um professor que observava os trabalhos da Semana Santa. Esse diz a história ficou estupefato com a qualidade de seus desenhos e modelagens. A partir daí, apesar de só ter entrado numa sala de aula aos vinte anos, começou a se perguntar...

Perguntas essas diferentes das feitas pelos jovens de sua época que aspiravam os primeiros sinais da modernidade. Franklin preferiu olhar para trás, indo na contramão do mundo em busca da tradição secular. Registrando tudo num trabalho quase arqueológico.

A pesquisa de Franklin Cascaes resultou em 42 conjuntos temáticos formados por esculturas de pequeno porte, utensílios, desenhos, escritos... enfim, uma grande variedade de itens que servem como referência até hoje quando os assuntos abordados são tradições, lendas, usos e costumes dos moradores da Ilha de Santa Catarina.

E isso tudo, somente enaltece a missão a qual hoje faço parte, a de popularizar e preservar a cultura de nosso município.

Obrigado a todos,

Boa noite!

 

 

 

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