Discurso proferido pelo Acadêmico Antônio Manoel da Silva, o Biéli, Titular da Cadeira nº 17 da Academia de Letras de Palhoça, durante o lançamento do livro Comédias Cotidianas, ocorrido no dia 18 de dezembro de 2025, às 20h00min, no Caribe Food Park - Palhoça – Santa Catarina.
Boa noite a todos!
É com imensa satisfação que saúdo meus familiares e amigos, cuja presença sempre me honra a cada novo lançamento. Vocês se tornaram, verdadeiramente, meus fiéis leitores, ao longo desses 26 anos de trajetória literária. A todos, expresso o meu sincero reconhecimento e respeito.
Minha profunda gratidão estende-se à professora Rose, que gentilmente aceitou o convite para redigir a Apresentação deste meu novo trabalho literário.
Agradeço também, de modo muito especial, à minha esposa Isaura. Atendendo ao meu pedido, ela abraçou a tarefa de ler os originais, tecendo críticas que foram essenciais para o aprimoramento das ideias e dos textos.
Essa missão sempre coube ao meu filho primogênito, Dijalma — muito crítico e sagaz na análise e ordenação de textos, em todos os meus livros anteriores. Desta vez, porém, decidi poupá-lo desse trabalho, transferindo a responsabilidade à sua mãe, que embora debutante no ofício, saiu-se muito bem.
Da mesma forma, externo reconhecimento ao meu filho caçula, Djoni, pela primorosa criação da capa. Aliás, com exceção do primeiro livro, ele foi o autor das capas de todos os demais que publiquei.
Não poderia deixar de registrar e agradecer a presença das demais pessoas que aqui se encontram, na condição de clientes deste estabelecimento, compartilhando conosco desta noite tão especial. Obrigado pela presença e apoio!
Por fim, gostaria de agradecer aos proprietários do Caribe Food Park, Gean e Tainara, pela gentileza de disponibilizarem este espaço gastronômico e de festas, para a realização do lançamento do meu livro, “Comédias Cotidianas”.
Senhoras e Senhores,
Sempre que vivencio este momento tão sublime e singular, reflito sobre a generosidade do Criador para comigo, ao me conceder, entre outras aptidões, o dom da escrita. Deveras agradecido por esta concessão divina, sinto-me no dever de partilhá-la com a sociedade, por meio dos livros.
A leitura é, fundamentalmente, o pilar sobre o qual a civilização humana se ergue e se renova. Além de ser o principal veículo para a educação e o pensamento crítico, ela nos transporta para outras vidas, outras culturas e outras perspectivas, forçando-nos a ver o mundo através de olhos que não são os nossos.
Em suma, a leitura é o diálogo ininterrupto da humanidade consigo mesma — um elo essencial que preserva nosso passado, enriquece nosso presente e constrói nosso futuro. Creio ser pertinente e oportuno citar o saudoso poeta Fernando Pessoa, que assim disse:
"O homem que lê nunca é o mesmo homem que fecha o livro".
Neste particular, é com grande satisfação que apresento a vocês meu mais recente livro, "Comédias Cotidianas". A proposta desta obra é conduzir o leitor ao universo do riso, da sátira e do humor. Por isso, procurei infundir nos textos que compõem este volume, as mesmas emoções que experimentei ao escrevê-los.
Alguém disse, certa vez, que se um autor quer que seu público ria ou chore, ao tomar conhecimento de sua obra, antes ele tem que rir ou chorar no momento de sua criação. E parafraseando o poeta americano Robert Frost, que afirmou:
"Sem lágrimas no escritor, sem lágrimas no leitor", ouso adaptar sua máxima ao teor de "Comédias Cotidianas" da seguinte forma: "Com riso no escritor, com riso no leitor".
Todavia, se a obra não alcançar este mérito principal, anseio que, ao menos, proporcione uma leitura aprazível e divertida, àqueles que com ela travarem contato. Se assim for, já terá valido a pena.
Todo escritor compreende que o grande mérito literário reside na efetiva leitura e satisfação do seu público. Sem isso, o esforço criativo corre o risco de ser em vão. De nada adianta escrever um livro se este não for lido ou, sobretudo, se não se mostrar proveitoso em sua essência para o leitor. Nesses termos, a obra tornar-se-ia inócua.
Entendo que poucas coisas são tão gratificantes para um escritor quanto receber um retorno positivo de seu público. Se é para o leitor que escrevemos, é dele que se espera a crítica. Não obstante, seria ingênuo e irracional, crer que estamos imunes à crítica negativa ou à indiferença. Afinal, embora exista uma simbiose na relação escritor-leitor, a baixa qualidade de uma obra pode, por vezes, frustrar ambas as partes.
Diante do exposto, confesso que meu maior desejo é que "Comédias Cotidianas" seja lido por muitos, e receba a qualificação condizente com seu conteúdo, sempre respeitando a soberana opinião de cada leitor.
Muito obrigado!
