Discurso proferido pelo Acadêmico Oilson Carlos Amaral, Titular da Cadeira nº 31 da Academia de Letras de Palhoça, em favor dos novos acadêmicos empossados na ALP, na Sessão Solene realizada no dia 13 de maio de 2025, às 20h30min, no Centro Cultural Laudelino Weiss, Centro de Palhoça - Santa Catarina.
Senhora Presidente da Academia de Letras de Palhoça, Neusa Maria Bernardo Coelho;
Ilustres representantes de academias e entidades culturais;
Ilustres autoridades municipais;
Colegas Acadêmicos;
Distinto público aqui presente;
É com imensa alegria e sentimento de honra que me dirijo aos senhores nesta solenidade memorável, ocasião em que celebramos a chegada de novos membros à nossa Academia de Letras de Palhoça, doravante, e nesta fala, gentilmente citada como ALP.
Recebemos hoje, com braços e corações abertos, seis novos acadêmicos que passam a integrar esta Casa com mérito e entusiasmo:
- Lylian Spyrídes Boabaid, que passa a ocupar a Cadeira nº 02, cujo patrono é José Boabaid;
- Daniel Camargo Thomaz, empossado na Cadeira nº 08, patrono Henrique da Silva Fontes;
- Raquel Wandelli Loth, nova ocupante da Cadeira nº 26, patronesse Cecília Meireles;
- Willian Schultz Santos, na Cadeira nº 34, patrono Lindolfo Bell;
- Júlia Matos de Oliveira, na Cadeira nº 35, patrono Febrônio Tancredo de Oliveira;
- Liane Carvalho Oleques, que ocupará a Cadeira nº 36, patronesse Sonia Terezinha Ripoll Lopes.
Essas cadeiras, como se vê, não são apenas números. São símbolos vivos de um legado cultural, guardiãs da memória literária de nomes que inspiram nossa escrita e nossa missão.
E vocês, seis, agora são seus fiéis continuadores.
Fundada em 13 de fevereiro de 2003, a ALP foi idealizada pela escritora Déspina Spyrídes Boabaid e outros nove acadêmicos fundadores, dentre os quais destacamos:
- Manoel Scheimann da Silva;
- Vanilda Tenffen;
- Liene Collaço Paulo e
- José Isaac Pilat,
Aqui, eventualmente, presentes.
Na ocasião, o Dr. Paschoal Apóstolo Pítsica estava presidindo a Academia Catarinense de Letras, e, a exemplo do que fizera com outras academias de letras de Santa Catarina, também fundou a de Palhoça.
A sessão foi presidida por João Francisco Vaz Sepetiba então eleito o primeiro Presidente da Academia de Letras de Palhoça.
Desde então, a Academia tem atuado como defensora e promotora da literatura palhocense, da preservação da memória cultural e da valorização dos autores locais.
Em sua galeria de patronos e patronesses, destacam-se nomes como José Boabaid, Horácio Serapião de Carvalho e José Isaac Pilati — cujas contribuições enriqueceram não só a ALP, mas a cultura de nosso Estado.
Hoje celebramos mais do que uma posse: celebramos uma escolha pessoal de cada um de vocês. Uma escolha que exigiu coragem, dedicação e amor à literatura. Participaram de um edital público, submeteram suas obras à apreciação de uma comissão julgadora, adquiriram com zelo suas medalhas e vestiram, com justiça, a samarra que agora os identifica como membros desta Casa.
Aos seus familiares, amigos e admiradores, quero expressar a mais sincera homenagem. Esta conquista não é apenas literária; é também emocional e afetiva. O orgulho que brilha em seus olhos é o mesmo que enche este auditório de luz e esperança.
Pessoalmente, reitero meu orgulho de integrar esta Academia. Ser o ocupante da Cadeira nº 31, da Patronesse Jornalista e Escritora Maura de Senna Pereira, é um chamado para honrar a palavra, a memória e o compromisso com o bem comum por meio da arte de escrever.
Falando em escrita, é de se lembrar que desde os primórdios da civilização, a palavra escrita ocupa lugar central na caminhada humana. “No princípio era o Verbo” — e, com Êle, a capacidade de nomear, eternizar, escrever.
Os escribas antigos gravavam suas histórias em pedra; nós, modernos, seguimos escrevendo sobre “pedras”, pois nossos celulares e computadores ainda são feitos de chips de silício, ou seja, de areia, além, claro, de outros minerais.
A poesia, desde Ilíada e Odisseia, Homero (700 a.C.) até Os Lusíadas, Camões (1.572 d.C.), de Gilgamesh (1.200 a.C.) a Drummond (1.930 d.C.), foi o primeiro instrumento de eternidade humana.
E é esse mesmo espírito que anima a ALP:
Fazer da palavra um portal mágico, onde o conhecimento, a beleza e a humanidade possam coexistir.
Queridos colegas acadêmicos recém-empossados, esperamos que cada reunião, cada evento, cada diálogo aqui vivenciado, supere suas expectativas e fortaleça sua trajetória.
Que ostentar o título de Acadêmico da ALP seja motivo de orgulho e um incentivo para voos ainda maiores.
A Academia de Letras de Palhoça os recebe de braços abertos. Que tenhamos todos uma convivência longa, rica e inspiradora.
Parabéns aos novos Acadêmicos. Parabéns aos seus familiares e amigos. Sejam muito bem-vindos!
Muito obrigado a todos!
